📰 Destaque: tensão política em Moçambique envolve Dinis Tivane e Venâncio Mondlane
🔹 Quem são
Venâncio Mondlane é um político moçambicano, antigo deputado e candidado presidencial nas eleições de 2024.
Dinis Tivane é assessor e porta-voz de Mondlane, envolvido ativamente na contestação aos resultados eleitorais e na organização das manifestações que sucederam as eleições.
🔹 Acusações e perseguições
Desde o final de 2024, a campanha de Mondlane contra os resultados oficiais das eleições — declarados vencidas pelo candidato do partido no poder — acendeu uma onda de protestos em várias partes do país.
Segundo os apoiantes, a violência contra opositores tem escalado: denúncias apontam assassinatos de simpatizantes de Mondlane.
🔹 Tentativas de silenciamento: ataque a casa de Dinis Tivane
No fim de fevereiro de 2025, desconhecidos dispararam dezenas de tiros contra o portão da residência de Dinis Tivane, provocando graves danos.
Tivane acredita que o ataque foi motivado politicamente, alegando “ordens superiores” e afirmando que o alvo era silenciar vozes que criticam o governo e exigem justiça eleitoral.
Organizações políticas e de direitos humanos condenaram o incidente e exigiram investigação.
🔹 Processos judiciais e restrições
Em abril de 2025, Dinis Tivane foi formalmente constituído arguido pelo Gabinete Central de Combate ao Crime Organizado e Transnacional (GCCCOT), no âmbito das investigações sobre as manifestações pós-eleitorais. Foi-lhe imposto um Termo de Identidade e Residência — ou seja, ele não pode sair de casa sem comunicar às autoridades.
Medida semelhante já havia sido aplicada a Mondlane, no mesmo contexto de contestação e repressão pós-eleitoral.
🔹 Denúncias de violências contra apoiantes
Uma ONG moçambicana denunciou o assassinato de apoiantes de Mondlane na província de Inhambane — entre os mortos, dois jovens transportados numa viatura, cujo crime foi atribuído a “esquadrões da morte”.
Tivane, por sua vez, usou suas redes sociais para denunciar os homicídios e responsabilizar forças ligadas ao partido dominante, dizendo que são “respostas” às manifestações e críticas.
O clima de medo e insegurança tem marcado as mobilizações políticas no país, segundo observadores e organizações de direitos humanos.
📌 Conclusão: Impasse e polarização
O cenário envolvendo Dinis Tivane e Venâncio Mondlane ilustra um momento de profunda crise política e social em Moçambique — marcado por denúncias de irregularidades eleitorais, protestos, violência, repressão e perseguição judicial e policial.
A tentativa de assassinato contra Tivane, as acusações criminais, a prisão de apoiantes e os atentados contra manifestantes evidenciam uma escalada de tensão que ameaça os processos democráticos e a liberdade de expressão no país.

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