ARDEUUU: Dercio Alfazema Derruba Venancio Mondlane e Lider Tundu Lissu

 Dércio Alfazema traça paralelos entre Moçambique e Tanzânia em publicação crítica nas redes sociais

Na sua página do Facebook, o analista político e activista Dércio Alfazema publicou um texto intitulado “Colar de Flores Havaiano – Dois políticos, violência e sortes diferentes”, onde compara a forma como as autoridades de Moçambique e Tanzânia lidam com actos considerados subversivos ou de ameaça à estabilidade nacional.



Alfazema começa por analisar o caso moçambicano, apontando que “o Boss dos Naparamas promoveu de forma premeditada durante seis meses, um espectáculo de terror com destruições, mortes e feridos”. Segundo o autor, as mensagens de paralisação e sabotagem à economia foram claras e abertas, mas o protagonista desses actos “hoje responde livremente a processos e se beneficia de uma justiça lenta e quase complacente”.

O analista destaca ainda que o mesmo indivíduo “é actualmente membro do Conselho do Estado, tem tratamento protocolar e vive de benesses do Estado que outrora sabotou”, além de se preparar para concorrer às eleições presidenciais de 2029.



Em contraste, Alfazema cita o caso do líder da oposição tanzaniana Tundu Lissu, detido em abril de 2025 sob acusação de traição por ter apelado à revolta popular e à perturbação das eleições gerais previstas para outubro. Lissu enfrenta o risco de pena de morte, e o seu partido, o CHADEMA, foi excluído do processo eleitoral por não assinar o “Código de Conduta” exigido pela Comissão Eleitoral.

Para o autor, a diferença entre os dois casos é gritante: “Tundu queria sabotar um processo eleitoral e está preso. Em Moçambique, o Boss dos Naparamas parou o país e sabotou a economia (...), mas continua a desfilar e a fazer novas ameaças de paralisação por conta da impunidade.”

Alfazema conclui com uma nota irónica, dizendo que a única semelhança entre ambos é o gosto pelo “colar de flores havaiano e pela violência”, numa metáfora que remete à vaidade e exibição pública de poder.

A publicação, com tom crítico e comparativo, tem gerado amplo debate nas redes sociais, reacendendo discussões sobre impunidade, seletividade da justiça e responsabilidade política em Moçambique.

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