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Duplo assassinato sem resposta em Maputo prende atenção nacional



Na madrugada de 19 de outubro de 2024, a cidade de Maputo, capital de Moçambique, foi palco de um crime grave que ainda permanece sem plena elucidação: o advogado Elvino Dias e o mandatário do partido PODEMOS, Paulo Guambe, foram assassinado a tiros enquanto circulavam numa viatura no bairro da Malhangalene.

O que se sabe até agora

  • Segundo a polícia, os dois foram abordados por duas viaturas de onde desembarcaram homens armados que dispararam contra a viatura em que estavam.

  • O local do crime, o número de disparos (alguns relatos falam em mais de duas dezenas) e a natureza do ataque indicam planeamento e execução meticulosa.

  • As vítimas estavam ligadas à campanha eleitoral de Venâncio Mondlane – Elvino Dias atuava como advogado assessor, e Paulo Guambe como mandatário do partido que apoiava Mondlane.

  • Apesar das exigências de investigação e das manifestações públicas pedindo justiça, até o momento não há informação oficial que comprove resoluções ou detenções responsáveis pelo crime.

Reações e contexto

  • O partido PODEMOS afirmou que os assassinatos foram motivados politicamente e denunciaram “ordens superiores” para impedir que os envolvidos continuassem a investigação das eleições.

  • A União Africana (UA) e diversas representações diplomáticas internacionais condenaram o duplo homicídio e pediram uma investigação célere e transparente.

  • Observadores de direitos humanos alertaram que o crime representa não apenas uma tragédia individual, mas uma ameaça ao Estado de direito, à democracia e ao direito à oposição política em Moçambique.

Por que ainda não há respostas

  • O processo foi descrito pelas autoridades como “sensível e complexo”, com poucos detalhes divulgados publicamente.

  • Informações de um boletim do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) sugerem que dois reclusos recentemente libertados irregularmente teriam sido envolvidos no crime, o que aponta para falhas institucionais e possível tentativa de encobrimento.

  • O ambiente pós-eleitoral no país está bastante tenso, com acusações de fraude, intimidação e violência política. Esse contexto torna ainda mais imperativo um esclarecimento transparente para conter escaladas de violência.

O que está em jogo

  • A impunidade em casos como este mina a confiança dos cidadãos nas instituições de justiça e segurança, enfraquece a democracia e favorece ambientes de medo entre operadores políticos, advogados e ativistas.
  • A falta de resposta convincente às famílias das vítimas e à sociedade pode gerar distúrbios maiores, protestos e ainda mais erosão do tecido institucional do país.
  • A adequação da investigação e da eventual responsabilização será um teste para Moçambique demonstrar compromisso com direitos humanos, justiça independente e pluralismo político.

Conclusão

O assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe já não pode ser visto apenas como um episódio isolado de violência — é um sinal de alerta maior sobre o estado da justiça e da política em Moçambique. A clareza e rapidez no esclarecimento do caso, a responsabilização dos agentes — materiais e morais — e a proteção de quem participa em processos eleitorais ou de oposição são essenciais para recuperar a confiança pública. Até lá, ficará suspensa a questão fundamental: quem foi responsável e por quê?

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